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A vida urbana, principalmente nas grandes metrópoles, tem revelado um alto grau de desencanto e solidão. Ao invés das cidades serem espaços de convivência e socialização, as más condições de moradia, a dificuldade de mobilidade e a ausência de espaços de lazer parecem estar levando seus cidadãos a um estado de melancolia coletiva. Esse foi o contexto do programa “Café Filosófico”, da TV Cultura (SP), de 16/04/17, com o tema “Melancolia na desigualdade urbana”, com a participação da arquiteta e urbanista Ermínia Maricato.
 
Para ela, nossas cidades são máquinas de alienação, pois a sociedade faz questão ignorar as áreas “compulsoriamente ilegais” que estão nos mapas urbanos. “Não estamos falando de exceção, mas de uma regra. É escandaloso”. Ermínia analisa os impactos dessa realidade na saúde e no meio ambiente e fala do papel “extremamente contraditório da lei” diante desse quadro.   
 
Segundo a arquiteta e urbanista,  a distribuição de renda não necessariamente explica essa realidade. “Talvez fosse melhor falar em distribuição de cidades”. Ermínia Maricato é professora da pós-graduação da FAU/USP, professora visitante da Unicamp, ex- secretária da Habitação e Desenvolvimento do Município de São Paulo e ex-ministra adjunta do Ministério das Cidades.
 
 

 
A série “Melancolia” tem a curadoria da psicóloga Maria Rita Kehl.
 
 
 
 
 
 

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