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Com formato aerodinâmico para resistir a ventos de até 200 km/h, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, base de pesquisas da Marinha do Brasil na Antártida, inaugurada nesta terça, 14 de janeiro, já está sendo considerada uma obra de arte de Arquitetura. Com duas longas estruturas de aço de 700 toneladas, assentadas sobre palafitas para impedir que a neve acumulada chegue até as edificações, a Estação chama a atenção por sua estética. Segundo o jornal New York Times, eles bem que poderiam “se passar por museus de arte ou hotel boutique”.

 

Esse projeto começou em 2012, quando a estação anterior foi destruída em um incêndio e a Marinha convidou o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para promover um Concurso Público de Arquitetura para uma nova base brasileira na Antártida. Venceu a proposta apresentada pelo escritório Estúdio 41, de Curitiba. Assinam o projeto os arquitetos e urbanistas Emerson Vidigal , Eron Costin, Fabio Henrique Faria, João Gabriel Rosa, Dario Corrêa Durce, Moacir Zancopé Jr.. A equipe é composta ainda por Martin Goic, Fernando Moleta, Felipe Santos, Alexandre Kenji e Rafael Fischer. Os projetos complementares de estrutura, geotécnica, instalações hidrossanitárias, sistemas mecânicos, instalações elétricas, telecomunicações, segurança contra incêndio e resíduos sólidos e acústica são da Afa Consult e envolveram mais 20 projetistas e consultores.

 

Misto de local de pesquisa e alojamento, a Estação Antártica não é apenas bela, mas funcional. Ela conta com uma infraestrutura própria de energia, água, esgoto e telecomunicações, abrigando 17 laboratórios, unidades isoladas, um heliporto e torres de energia eólica. Para os arquitetos, o maior desafio foi pensar o edifício como se fosse uma vestimenta, um artefato que protege e conforta do frio extremo. Um problema de desempenho tecnológico, mas levando a estética em consideração.

 

Oito anos depois do incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira reabre para cientistas e pesquisadores. Foto: Divulgação Marinha do Brasil

 

A implantação dos edifícios buscou minimizar os impactos na natureza, levando em consideração a topografia da Península Keller, dentro da Ilha George, onde se localiza a Estação, e as necessidades de preservação das áreas de vida animal e vegetal no entorno, entre outros fatores.

 

A Estação tem mais de 4.500 metros quadrados. Os setores funcionais estão organizados em blocos que distribuem os usos.  A estrutura superior abriga os camarotes, área de serviço e refeitórios.   O bloco inferior abriga os laboratórios e as áreas de operação e manutenção. Este mesmo edifício incorpora, na parte inferior,  as garagens e o paiol central.

 

Equipamentos dentro da Estação Antártica Comandante Ferraz. Foto: Divulgação Marinha do Brasil

 

Um bloco transversal reúne os usos social e de convívio. Neste trecho estão posicionados a sala de vídeo/auditório, a lan house, a sala de reuniões/videoconferência, a biblioteca, e o estar. A implantação é completada com as plantas de painéis fotovoltaicos, ao norte, e de turbinas eólicas VAWT a sudoeste.

 

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